Curso de OsiriX e Horos · Cirurgia Vascular
Nesta aula eu demonstro como avaliar carótidas pela angiotomografia (angioTC) usando o OsiriX, desde a visão geral no 3D Volume Rendering até a mensuração da estenose em corte adequado, comparando os métodos NASCET e ECST. O caso principal mostra uma oclusão de carótida interna à direita e uma estenose de carótida interna à esquerda, com artérias vertebrais vicariantes bem desenvolvidas. No final, mostro um segundo caso com tumor glômico para ilustrar como o 3D ajuda no diagnóstico e no planejamento. 1) Visão geral no 3D (antes de medir) Percorro as imagens axiais para reconhecer arco aórtico e troncos supra-aórticos Abro 3D Volume Rendering e aplico um preset vascular (ex.: Soft Tissue / Standard) No 3D já fica evidente: Oclusão da carótida interna direita Estenose na carótida interna esquerda Vertebral vicariante (com maior calibre para suprir a circulação) Também demonstro o uso de Crop para isolar a circulação intracraniana e visualizar melhor os vasos. 2) Confirmando a oclusão (MPR) No lado direito, em MPR: Rotaciono os eixos e mostro que não aparece carótida interna em nenhum ângulo no ponto esperado da bifurcação Confirmação prática de oclusão. 3) Encontrando o corte ideal da estenose (lado contralateral) Para medir a estenose corretamente: Faço zoom Subo/desço até a bifurcação Rotaciono para obter a melhor visualização da placa (cálcio + lúmen contrastado) Ajusto brilho/contraste para diferenciar: contraste cálcio parede do vaso (estimada) 4) Duas formas de medir: NASCET e ECST (com exemplo numérico) Eu mostro os dois métodos clássicos: NASCET Usa o diâmetro distal à lesão (carótida interna “normal” após a placa) Compara com o diâmetro no ponto de estenose ECST Usa o diâmetro estimado do bulbo/vaso no local da lesão Compara com o diâmetro no ponto de estenose No exemplo do vídeo: Diâmetro distal (NASCET): 5 mm Diâmetro estimado no local (ECST): 8 mm Diâmetro no ponto de estenose: ~1–1,2 mm (mostro as medidas na tela) Aplicando as fórmulas: NASCET ≈ 76% ECST ≈ 85% Importante: existe diferença relevante entre os métodos, porque o “diâmetro de referência” é diferente. 5) Atenção: não usar MIP para medir estenose carotídea Eu reforço um alerta: MIP pode deixar a imagem bonita, mas pode subestimar a estenose se houver “filete” de contraste passando ao lado da placa ou sobreposição que engane o lúmen real. Para mensurar estenose, evite MIP. 6) Utilidades práticas para planejamento (aberta e endovascular) Com o 3D e o corte correto, dá para: Estimar a altura da lesão em relação à mandíbula (planejamento de acesso na cirurgia aberta) Avaliar se a carótida é retilínea o suficiente para acomodar filtro (endovascular) “Limpar” o campo com a tesoura para enxergar melhor o arco supra-aórtico e prever a facilidade de cateterização 7) Caso adicional: tumor glômico Mostro um segundo caso onde: O 3D evidencia um tumor glômico grande Na axial, o tumor parece envolver carótida interna e externa (característica de caso cirúrgico difícil) Também explico rapidamente a escolha entre Resample e Clip quando o software avisa sobre faixa dinâmica/tons de cinza: Resample: “condensa” valores para caber na escala (mais pesado) Clip: corta extremos (mais rápido)
Avaliar esta aula
Entre para avaliar esta aula.